segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Stigmata XXI - Deaf and Cold


Recentemente o projeto de Dark Experimental 'Stigmata XXI' lançou, no dia 13 de fevereiro um novo EP entitulado 'Deaf And Cold'. O disco marca a finalização do album conceitual 'The Rebirth Of The Sinner', o primeiro album do projeto, antes com o nome de seu mentor apenas 'Joseph Stones'. Apresentando faixas novas que não apareceram no full-lenght, o EP mostra uma atmosfera de melancólia com melodias as vezes minimalistas, e outras com boas orquestras.

O album foi totalmente disponibilizado para download e de graça. Baixando o album, além das músicas, virá com toda a arte, contra-capa, capa, e ficha técnica.


DOWNLOAD THE NEW EP 'DEAF AND COLD' ON 4SHARED:

(Clique AQUI)


Para fazer o download dos outros albuns, acesse:

http://stigmataxxi.blogspot.com/p/order-stigmata-xxis-cds-here.html



terça-feira, fevereiro 22, 2011

The Wine of Isis

O novo projeto de Getúlio Silenzio

Em breve...

"In Hoc Signo Vincus "
 




 Música da Banda The Wine of Isis. Novo projeto de Getúlio Silenzio!
Getúlio anuncia o fim de Gargula Valzer e o início de um novo projeto!

Banda: The Wine Of Isis
Álbum: In Hoc Signo Vincus
Artista: Getúlio Silenzio

terça-feira, setembro 14, 2010

Sobre as folhas do Outono


"Ergueram torres e templos,catedrais e cidades.
Relutantes,tornaram a fitar o espéctro da morte face a face
Ergueram cemitérios e declinaram suas angústias
na criação das artes fúnebres...

Silente recanto
que ausências assombram
A luz pálida e fria
vela o ente presente.

Esquecimento,último destino
a triunfar sobre as vaidades temporais
O único que sobre todos os deuses
lançará a semente do sono eterno

Palavras jamais descreverão teu esplendor,
Diante teus corredores
são apenas pó e ilusão
as convicções da humanidade

  Somos apenas um momento no tempo
Herdeiros do teu germe deletério
És o julgamento perfeito
a libertação do sofrimento

Segundos,horas,dias,anos,décadas,séculos,milênios...
Tudo sempre a escoar
como um fluxo sempre corrente
rumo ao Esquecimento...

E no meio deste turbilhão
Nossos sentimentos
nossos corações...
Esmagados e a procura
de uma libertação...

Os mais sublimes sonhos
jazem no profundo e escuro oceano
e aguardam o momento do despertar
para sacrificarem-se no inferno dos Homens

Que ficassem lá estes sonhos
repousando em eterno esquecimento...
mas nós os trazemos a superfície
e depois da tempestade nos agarramos aos seus destroços...

Para depois seguirmos adiante
Mais despertos,lúcidos
...ainda sonhando.

Resta-nos aprender a sonhar
Até que o grande sonho do esquecimento
venha triunfar sobre nós...
   
Mais tarde,mais profundamente...quando passos já não podem ser ouvidos e o lamento dos seres errantes não são mais que meros ecos diluidos no silêncio,linguagem inefável que se perde além das ruas imersas em sombra e um tênue nevoeiro...
Que palavras substituiriam a dor da ausência e a melancolia da saudade ?"

Pelo Poeta Roni Peterson 
(Retirado do blog Exílio de Carne - http://desilusaocronica.blogspot.com)

quarta-feira, agosto 18, 2010

Solidão de um maldito vampiro




Sou um vampiro negro nas profundezas;
Perdido no abismo e aos medos insaciáveis,
Na vigilância obscura de minhas faces,
Da loucura e a imensidão miseráveis.

A vagar pela noite, maldita alma;
Solitária criatura de coração sombrio,
A cantar seu desespero no vazio,
E apagar-se nas noites de frio.

A espera de sua vítima mais infame,
Olhos vermelhos e dentes afiados;
Sentir as veias esvairar-se de sangue.

A alma a dilacerar meu ventre negro,
Tão fétido como a claridade na imensidão,
E ao conturbar-me os pesadelos.
 
Michele Lasombra
(2006)

terça-feira, julho 27, 2010

Silêncio das Fronteiras


"Quando o silêncio ainda há de sorvemos
Todos aqueles um dia sorriram
Diante de nossos olhos
Hão de chorar distantes, vagueando
Pelas fronteiras sem sóis nem luas.

O dia das ruínas chegou?
Colheitas de anos secaram
Esperanças que antes aqueciam
Os corações mais desolados
Diluem-se em desesperançosos abismos.

Ah! Quando o silêncio há de abraçar-nos
Tudo que passamos será apenas vento e poeira.

..........

Fitei-os - Os que galgam nas lamacentas fronteiras
Sem volta, passaram lutuosos
Diante de minha velha janela

Segui-os para o escuro leste
Onde haveríamos de cantar a cada poente
Morrendo a cada alvorecer."

(Luiz Carlos)

Solene Nênia


Solene Nênia

Luiz Carlos - Vocal
Roni Peterson - Baixo & Voz
Fabiano Souza - Programação Eletrônica, Teclado, Voz, Violão, Percussão & Batida.



"No outono, no declínio de maio.
Contemplava-nos as copas das árvores e o acariciar dos ventos nas folhas amortalhadas ao chão.
O poente tímido que se esconde no horizonte,
sentíamos a necessidade de lapidarmos nossas almas e tocar mais profundo e liberto,
então nasce Solene Nênia.
O vento que traz as palavras, as palavras beijam o tempo
e o tempo dá-nos o significado.
Solene é cerimonioso.
Nênia é lamento fúnebre ou canção triste.
A cerimônia da canção triste que pretendemos levar aos corações daqueles que nos ouvem.
A poesia, a profundidade.
Juntos, podamos nossas almas no silêncio da penumbra,
distantes da turba doentia,
apenas a arte nos consolará junto as palavras que efluviam com os ventos."



www.myspace.com/bandasolenenenia

sábado, julho 03, 2010


Eutanásia (LORD BYRON)

Quando o tempo me houver trazido esse momento,
Do dormir, sem sonhar que, extremo, nos invade,
Em meu leito de morte ondule, Esquecimento,
De teu sutil adejo a langue suavidade!

Não quero ver ninguém ao pé de mim carpindo,
Herdeiros, espreitando o meu supremo anseio;
Mulher, que, por decoro, a coma desparzindo,
Sinta ou finja que a dor lhe estará rasgando o seio.

Desejo ir em silêncio ao fúnebre jazigo,
Sem luto oficial, sem préstito faustoso.
Receio a placidez quebrar de um peito amigo,
Ou furtar-lhe, sequer, um breve espaço ao gozo.

Só amor logrará (se nobre à dor se esquive,
E consiga, no lance, inúteis ais calar),
No que se vai finar, na que lhe sobrevive,
Pela vez derradeira, o seu poder mostrar.

Feliz se essas feições, gentis, sempre serenas,
Contemplasse, até vir a triste despedida!
Esquecendo, talvez, as infligidas penas,
Pudera a própria Dor sorrir-te, alma querida.

Ah! Se o alento vital se nos afrouxa, inerte,
A mulher para nós contrai o coração!
Iludem-nos na vida as lágrimas, que verte,
E agravam ao que expira a mágoa e enervação.

Praz-me que a sós me fira o golpe inevitável,
Sem que me siga adeus, ou ai desolador.
Muita vida há ceifado a morte inexorável
Com fugaz sofrimento, ou sem nenhuma dor.

Morrer! Alhures ir... Aonde? Ao paradeiro
Para o qual tudo foi e onde tudo irá ter!
Ser, outra vez, o nada; o que já fui, primeiro
Que abrolhasse à existência e ao vivo padecer!...

Contadas do viver as horas de ventura
E as que, isentas da dor, do mundo hajam corrido,
Em qualquer condição, a humana criatura
Dirá: "Melhor me fora o nunca haver nascido!