sábado, julho 03, 2010


Eutanásia (LORD BYRON)

Quando o tempo me houver trazido esse momento,
Do dormir, sem sonhar que, extremo, nos invade,
Em meu leito de morte ondule, Esquecimento,
De teu sutil adejo a langue suavidade!

Não quero ver ninguém ao pé de mim carpindo,
Herdeiros, espreitando o meu supremo anseio;
Mulher, que, por decoro, a coma desparzindo,
Sinta ou finja que a dor lhe estará rasgando o seio.

Desejo ir em silêncio ao fúnebre jazigo,
Sem luto oficial, sem préstito faustoso.
Receio a placidez quebrar de um peito amigo,
Ou furtar-lhe, sequer, um breve espaço ao gozo.

Só amor logrará (se nobre à dor se esquive,
E consiga, no lance, inúteis ais calar),
No que se vai finar, na que lhe sobrevive,
Pela vez derradeira, o seu poder mostrar.

Feliz se essas feições, gentis, sempre serenas,
Contemplasse, até vir a triste despedida!
Esquecendo, talvez, as infligidas penas,
Pudera a própria Dor sorrir-te, alma querida.

Ah! Se o alento vital se nos afrouxa, inerte,
A mulher para nós contrai o coração!
Iludem-nos na vida as lágrimas, que verte,
E agravam ao que expira a mágoa e enervação.

Praz-me que a sós me fira o golpe inevitável,
Sem que me siga adeus, ou ai desolador.
Muita vida há ceifado a morte inexorável
Com fugaz sofrimento, ou sem nenhuma dor.

Morrer! Alhures ir... Aonde? Ao paradeiro
Para o qual tudo foi e onde tudo irá ter!
Ser, outra vez, o nada; o que já fui, primeiro
Que abrolhasse à existência e ao vivo padecer!...

Contadas do viver as horas de ventura
E as que, isentas da dor, do mundo hajam corrido,
Em qualquer condição, a humana criatura
Dirá: "Melhor me fora o nunca haver nascido!

quinta-feira, junho 24, 2010

Maldita Neblina


"Maldita fumaça,
Que me ergue do túmulo pelas manhãs frias de inverno.
Que insiste em afundar em meus pulmões,
A poeira que cobre meus passos.

Maldito dia seguinte,
Coberto de lágrimas secas,
Onde o sol brilha palidamente,
Nas asas de um pássaro negro em seu solitário vôo.

Maldito aroma que de mim exala,
Trazendo consigo o perfume do jasmim,
E as lívidas lembranças das hortênsias.

Beligerante vida sem fim,
Onde escondo meus anseios
Num caminho estreito.
De vielas e ratos,
E vazio constante."

(Luye van Gotland)

quinta-feira, junho 17, 2010

"The Magic Kingdom" - Bells of Soul


O DVD Bells of Soul já está disponível para venda em edição limitada 
(R$ 15,00 + R$ 4,00 de postagem dos correios)
Entrem em contato através do email bellsofsoul@gmail.com 

ou na loja Combat Rock, localizada no centro de São Paulo
(Rua Barão de Itapetininga 37, loja 66. São Paulo - SP)
 

quarta-feira, junho 16, 2010

Pinturas de Michel Cristiano

Michel Cristiano - "Á princípio influenciado por dois pintores espanhois, Velasquez e Salvador Dalí, o primeiro clássico realista e o segundo de técnica surrealista. Hoje absorvendo outras influências, que vão desde o abstracionismo até modernismo atual. Atualmente não está mais preso a nenhuma escola, prefirindo navegar em todas elas e encontrando algo pra elaborar um trabalho diferente. Atualmente inspirado em explorar a cor preta em contraste com outras cores."

Alguns quadros:

Saiba mais sobre nosso pintor em:

sexta-feira, junho 11, 2010


"Foi aqui, há muito tempo.
O outono deitava folhas em silêncio. 
Quem notaria lágrimas na face de um palhaço envolto em sombras?"

Roni Peterson

segunda-feira, maio 31, 2010


Ao som que invade o ermo "Ode to Melancholy"
XXIV de Maio de MMX
Á Luye van Gotland

"Uma réstia de luz que emerge na alcova da lembrança pueril
Vulto disforme no reflexo do retrato do vate,
Frêmitos que são sussuros de serenidade na necrópole dos sonhos,
Decrépitas agruras a roer moradas carnais!"
(Cold Tears)

Beleza do Sofrimento


"Máscaras que encobrem
Desenhando linhas da vaidade
Apodrecendo os anos que badalam
Nascendo rugas, arrastando-se
No vale das moscas...
Ocultando o sofrimento
Entre maquiagem e tristes sorrisos
Esvaecendo a jovialidade do corpo
Diluindo-se, escuras lágrimas
A navalha que espera
O encontro da solidão."

(Luiz Carlos)